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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eficácia na Comunicação e no Relacionamento Interpessoal

Por: Riselda Morais


A forma como vemos as outras pessoas, depende mais de nós do que delas, mas a forma como os outros nos vêem depende da impressão que passamos através do jeito de nos relacionarmos na vida pessoal e profissional, nas relações intrapessoais e interpessoais.
A comunicação é para nós uma necessidade, na relação interpessoal uma dessas necessidades é influenciar aqueles que nos cercam, os comportamentos, as formas que pensam, agem e para que isto aconteça o comunicador utiliza-se de técnicas para induzir as pessoas a agirem conforme suas vontades e necessidades. Ser competente, eficaz ao se comunicar é importante em todos os tipos de relacionamentos, independente dele ser social, familiar, profissional, em casa, em uma organização pública ou privada.
Em todos os momentos de nossas vidas estamos transmitindo mensagens verbais e não-verbais, através de nosso comportamento, do que somos, através do que falamos, que escrevemos, de nossos gestos, nossa linguagem corporal, nossas convicções e valores. Os êxitos pessoais, em sua maioria (85%) dependem das habilidades de comunicação que temos nesse processo integrado. No mundo corporativo os negócios progridem significativamente e na vida profissional e pessoal tudo passa a acontecer mais fácil, mais rápido e da melhor forma quando a comunicação é eficaz. Em contrapartida, uma comunicação ineficaz no âmbito intrapessoal, interpessoal, em grupo ou organizacional traz problemas à organização.
Nas organizações privadas, na vida profissional, uma comunicação eficaz face-a-face representa poder quando o comunicador estabelece conversações informativas e satisfatórias, transmite mensagens verbais persuasivas e mensagens não-verbais que traduzam dominância social. A comunicação face-a-face é também importante quando interagimos com um grupo de pessoas, comunicação em massa, neste momento estamos transmitindo mensagens através de nosso vestuário, olhos, face, voz, ombros, tórax, braços, mãos, pernas, pés. É importante nos observarmos e nos analisarmos para não passar a mensagem errada ou para que ela não seja interpretada com sentido oposto ao desejado. Esta preocupação torna-se desnecessária quando utilizamos a comunicação mediada, ou seja, os meios de transmissão de mensagens nas quais as pessoas estão separadas fisicamente e ligadas através de equipamentos eletrônicos como o telefone, computador, celular e muitos outros.
Muitos são os fatores que criam a necessidade das pessoas relacionarem-se, pode ser por conta de interesses, proximidade física, compatibilidades comportamentais, sociais e intelectuais, recompensas afetuosas, físicas ou estruturais e atratividade física, por isto precisamos usar as nossas habilidades sociais, dominar nossas aptidões de comunicação.
Ter assertividade, manter a capacidade de expressar o que se pensa, sente e crê em situações que envolvam risco de perda, reforço ou punição mantendo um conteúdo inteligente e pertinente ao contexto da comunicação em suas conversações; controlar as emoções; fazer, aceitar ou agradecer elogios; absorver críticas, avaliar o que há de correto na observação, apresentar a avaliação do fato e demonstrar habilidade social.
· Comunicadores assertivos e habilidosos expressam opiniões pessoais discordantes sem ofender ou discriminar.
· Perguntas para certificar se a mensagem foi compreendida devem ser pronunciadas com freqüência.
· Acordos devem ser feitos, em vez de fazerem prevalecer pontos de vista.
Por fim, o comunicador hábil e assertivo pensa antes de falar, analisa se o momento é apropriado e reconhece que qualquer palavra e ato expressivo jamais voltam depois de emitidos.
Manter nos diálogos qualidade informativa, polidez e empatia pode levar a pessoa a ser vista como agradável, simpática e interessante.
· O conteúdo das conversações é criado principalmente através do hábito de leitura. Caso contrário, as falas teriam sempre os mesmos assuntos e novas idéias deixariam de ser desenvolvidas. 
· A melhor técnica para começar diálogos é verificar a disposição receptiva das pessoas. Qualquer pessoa que esteja descompromissada é uma comunicadora em potencial.
· Para que conversações ocorram de maneira justa e com troca de informações é necessário conceder escuta eficaz. Há três tipos de escuta: falsa, superficial e verdadeira.
· Escutar bem exige atitude ativa, concentração e empenho cognitivo. De maneira geral, as pessoas prestam atenção somente nas informações que favorecem os próprios interesses. 
· Escutar é a forma mais freqüente de comunicação. As pessoas gastam cerca de 60% do período comunicativo nesse tipo de hábito.
· Somente metade das mensagens comuns que são escutadas é memorizada. Em até dois meses, essa quantidade é reduzida para 25% do conteúdo original.
O bom comunicador deve estar atento as mensagens não-verbal que envia, esses sinais corporais que indicam atitudes e emoções são consideradas mais sinceras que as mensagens verbais, são emitidas de forma involuntária e inconsciente e revelam como as pessoas se sentem em relação aos outros e a elas mesmas e representa 93% de todo o processo comunicacional.
As mensagens não-verbais são responsáveis pela forma que nos fazemos perceber pelos outros, elas substituem, complementam e realçam a comunicação verbal por isto é importante manter a sensibilidade, a atenção e principalmente                                                                                          consciência corporal durante essa troca de mensagens.
A voz é uma extensão da personalidade e revela gênero, idade, origem geográfica, nível sócio-econômico, estado emocional e para despertar a atenção, a voz deve ter velocidade alternada e altura confortável para a compreensão. A qualidade da voz está relacionada à respiração, à entonação e à pronúncia.
Os olhos são a janela da alma e não mentem, ouvimos essa sábia frase desde crianças e percebemos sua importância no mundo corporativo e nos relacionamentos em geral. Os olhos são as partes mais sensíveis e sinceras do processo comunicativo. Além de serem fontes importantes de resposta interativa, expressa emoções, atenção e ameaça. As mais freqüentes formas de olhar: olhar fixo e direto, indireto, omisso, fugaz e parcial-direto. Este último é o mais indicado para o estabelecimento efetivo da comunicação interpessoal face-a-face.
Assim como a voz e os olhos enviamos mensagens com todo o corpo, as expressões faciais, os gestos a postura. 
As expressões faciais indicam sete estados básicos de emoção: felicidade, tristeza, surpresa, medo, raiva, aversão e desprezo. O verdadeiro sorriso é dado com os olhos e não com a boca.
A postura pode sinalizar atitude, é um dos sinais não-verbais que mais oferecem subsídios para os seres humanos formarem percepções interpessoais. A postura transmite emoções, caráter, atitudes interpessoais, gênero e status.


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