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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Visita de Naruhito, príncipe do Japão, ao Parque do Carmo, São Paulo

Por: Riselda Morais



1ª foto: Príncipe do Japão Naruhito, Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab
2ª foto: Eu, Riselda Morais e Gilberto Kassab
3ª foto: O Prefeito Gilberto Kassab e o príncipe Naruhito se despedindo.
A comunidade japonesa da Zona Leste de São Paulo, mais especificamente a comunidade de Itaquera, responsável pelo Bosque das Cerejeiras no Parque do Carmo, os membros do Kodomonossono, nipônicos de São Paulo e de outros Estados brasileiros esperaram ansiosos a chegada do príncipe, hoje, 20/06, por volta das 14 hs no Parque do Carmo, onde o herdeiro do Japão e o prefeito Gilberto Kassab inauguraram o Monumento em homenagem ao centenário da imigração japonesa ao Brasil.
Há 100 anos, o navio Kasato Maru atracou em Santos, litoral paulista e hoje, a colônia japonesa no Brasil tem cerca de 1,5 milhão de pessoas.
"É com honra e alegria que recebo nesta tarde o representante da Família Imperial japonesa, para juntos inaugurarmos um monumento que é símbolo das relações de amizade entre o Brasil e o Japão", afirmou Kassab a imigrantes e descendentes de japoneses que assistiam à solenidade.
Para o prefeito de São Paulo, a obra representa a integração e a cooperação entre os dois povos.
Criação do Japonês Kota Kinutan, o monumento tem sete pedras de granito, sendo, uma vermelha ao centro, que simboliza o sol e seis brancas ao redor que simbolizam os seis continentes, juntas as esculturas pesam 130 toneladas e estão instaladas em forma de mandala, na parte alta do parque, próximas ao lago, logo após o parquinho.
As seis pedras de granito japonês Inada - de tonalidade branca, oriundas da região de Ibaraki - foram esculpidas no Japão durante um ano e meio. As esculturas são interativas e permitem aos visitantes escalar o monumento. Já a pedra vermelha central é feita de granito Red Dragon, brasileiro, oriundo do Ceará. Outra pedra do Monumento da Imigração Japonesa representa o "Sonho e Gratidão" é de granito verde com uma mensagem escrita na cor branca, faz alusão aos imigrantes que chegaram há 100 anos atrás, além de agradecimentos ao Brasil e aos brasileiros que lhes deram apoio.
Durante a visita, o príncipe esteve sorridente, inaugurou o monumento, quebrou o protocolo ao cumprimentar várias pessoas apertando-lhes as mãos, plantou uma árvore e declarou em português que deseja que as relações entre o Japão e o Brasil sejam mais sólidas.
Outras fotos do príncipe e do monumento podem ser vistas no meu orkut.

sábado, 14 de junho de 2008

Jornalistas recebem homenagem por trabalho realizado

Por: Riselda Morais

Foto: Antonio Cimino, presidente da Associação dos Jornais de São Paulo, o jornalista Antonio Carlos, a vereadora Myryan Athiê, a jornalista Riselda Morais



Os jornalistas Riselda Morais e Antonio Carlos Malta receberam na sexta-feira, 13 de junho homenagem durante sessão solene no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, como reconhecimento pelos serviços prestados à comunidade e a cidade através do Jornal do Momento e do Jornal Pólo Paulistano.
O Jornalista de jornal de bairro é aquele que está mais próximo da comunidade, ouvindo suas reivindicações e as transmitindo as esferas municipal, estadual e até federal, é a ponte entre o povo e o poder público, é aquele que cobra ações e dá voz a quem não tem, é aquele que se faz ouvir em nome dos menos favorecidos.
Quando um bairro precisa de uma ponte, asfalto na rua, reforma ou limpeza em parques, canalização de córregos e rios, UBS, AMAs, escolas, creches, iluminação, e tantas outras necessidades é o jornalista do jornal de bairro quem é procurado, porque ele vai até a região mais carente para ver as necessidades, ouvir as reivindicações e transmitir-lhes ao poder público, informa e cobra resultados, enquanto o jornalista da grande imprensa só vai a periferia quando um barraco cai fazendo vítimas ou acontecem assaltos, chacinas ou acidentes, porque o grande jornal é vendido e as matérias precisam ser vendáveis.
O Jornal de Bairro tem distribuição gratuita justamente para estar ao alcance de todos, independente de cor, raça, religião ou classe social, com o dever de informar com seriedade, com ética e respeito ao leitor.
O convite para a homenagem foi feito pelo Presidente da Câmara Municipal de São Paulo Vereador Antonio Carlos Rodrigues e a cerimônia teve início às 19 horas no Salão Nobre do Palácio Anchieta, foi realizada pela Vereadora Myryan Athiê autora da Lei que instituiu o Dia do Jornal de Bairro no âmbito do Município e nesta primeira comemoração oficial do Dia do Jornalista de Jornal de Bairro, 13 de junho, fez questão de ressaltar a importância de nosso trabalho em prol da comunidade. Ela promoveu a sessão em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à cidade de São Paulo, à Imprensa Brasileira em geral e, por ser um profissional com princípio altamente comunitário, em defesa intransigente da verdade, da ética e das reivindicações dos Bairros que representam.
"Os jornalistas, que agora serão lembrados e homenageados neste 13 de junho são verdadeiramente formadores de opinião e difusor da informação, na mesma proporção de importância, do papel desempenhado atualmente pelos profissionais da chamada grande imprensa", disse Myryan Athie. " Esses valorosos profissionais lutam no anonimato pela defesa do direito coletivo, que prevalece nos mais de 150 Jornais de Bairros existentes na cidade de São Paulo", enfatizou.


Bispo Dom Fernando Legal realizará a Crisma em Vila Talarico

Por: Riselda Morais
Foto: Bispo Dom Fernando Legal e Padre Pietro Bom, pároco da Igreja Santo Antonio de Vila Talarico.


O Bispo Dom Fernando Legal e o pároco Padre Pietro estarão realizando a celebração da crisma na Igreja Santo Antonio em Vila Talarico no próximo dia 29/06/2008, às 10:00 hs.
Serão crismados, isto é, receberão a confirmação do batismo, os adolescentes que participaram do curso de catequese crismal, que se prepararam nos últimos doze meses e que estão conscientes do significado da celebração.
A última vez que o Bispo Dom Fernando esteve na paróquia Santo Antonio foi em dezembro do ano passado, na missa do Jubileu de Ouro (aniversário dos 50 anos da Igreja), para uma linda celebração (foto acima).
Padre Pietro realiza várias ações em prol dos mais carentes no bairro e atualmente está tentando receber a concessão de um terreno do Estado, sito a rua Bento Quirino, esquina com a Rua Angelo Pereira para fazer a sede da Associação que dá assistência à crianças carentes, hoje, ela funciona em uma pequena sala, atrás da Igreja.

terça-feira, 10 de junho de 2008

No Brasil: 66 mil aguardam a doação de órgãos

O Brasil tem uma lista de espera de 66 mil pacientes que precisam de algum tipo de transplante e apenas 15 mil operações desse tipo são feitas anualmente.
Segundo o coordenador nacional do Sistema de Transplantes do Ministério da Saúde, Abrahão Salomão Filho, o Brasil é o terceiro país do mundo melhor preparado para fazer transplantes, depois dos Estados Unidos e China. A dificuldade maior para a obtenção de doações é que a decisão precisa ser tomada individualmente pelos brasileiros. Para o médico, embora tenha registrado pequeno crescimento nos últimos anos, as doações ainda estão abaixo do ideal.
Há uma lista nacional com a demanda por doações e os Estados têm centrais para recebimento de órgãos. Se um Estado, no entanto, não tiver hospitais aparelhados para utilizar um determinado órgão, ele é encaminhado a uma central nacional, que funciona no aeroporto de Brasília, junto à Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
"A legislação em torno do assunto é muito rigorosa, a equipe tem que estar muito preparada, com médicos qualificados e dotados de equipamentos de qualidade", afirma o coordenador. Os hospitais têm interesse em trabalhar com transplantes, inclusive porque as remunerações nesta área, feitas por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), são razoavelmente compensadoras. Segundo ele, hospitais como o Albert Einstein, aqui em São Paulo, são destaque nacional da técnica de transplantes.
Os doadores em geral são vítimas de acidentes, que podem oferecer órgãos, tecidos, a medula óssea e o sangue. O Ministério da Saúde pede que os candidatos a doadores avisem à família que, em caso de morte, concordem com a doação. No Brasil, as doações só ocorrem com a permissão dos familiares.
A campanha do ministério alerta que "se você tem um doador na família, respeite a vontade dele. A importância da divulgação e conhecimentos da intenção das pessoas por parte de seus familiares em relação à doação de órgãos é fundamental no momento da autorização de uma doação".

Dia dos Namorados aquece o comércio, além das paixões

Por: Riselda Morais

O Dia dos Namorados, também conhecido como Dia de São Valentin, surgiu em homenagem a um padre romano considerado protetor dos casais, que celebrava casamentos mesmo com a proibição do imperador, na Roma antiga. Em vários países, a data é comemorada sempre no dia 14 de fevereiro, mas no Brasil a troca de presentes entre os enamorados, como manda a tradição, é em 12 de junho.
Além de estimular o romantismo e as paixões, o dia também aquece o comércio varejista, impulsiona o crescimento das vendas e já é a terceira melhor data para o comércio, ficando atrás apenas de duas das datas mais representativas para o comércio, Natal e Dia das Mães. Para os presentes do dia dos namorados, com a oferta de crédito, facilidade nos pagamentos, aumento do emprego formal e da massa salarial as maiores vendas estão no segmento de moda jovem, seguido de calçados, perfumaria e cosméticos.

Frota de veículos da capital paulista ultrapassa 6 milhões

Por: Riselda Morais


A frota de veículos na capital paulista atingiu a marca de 6 milhões de veículos no mês de fevereiro e cresceu acima da média em março, que teve 48.571 novos veículos emplacados, contra 29.902 em fevereiro e 26.722 em janeiro, segundo dados do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito).
A frota de veículos que ganhou as ruas paulistanas e aumentou os congestionamentos em março é 64% maior que a média mensal de crescimentos de todo o ano passado, que foi de 29.035 veículos novos.
Segundo dados da Fundação Seade, no período de março de 2007 a marco de 2008 a frota cresceu 6,7% quase dezesseis vezes mais que o crescimento da população que foi de 0,41% no mesmo período.
Se comparados os primeiros três meses deste ano com os do ano passado, a frota cresceu 45%, 105.195 veículos emplacados em 2008 contra 72.147 em 2007.
Segundo o Detran-SP, a cidade ganha cerca de mil novos veículos por dia, mas em março o número subiu para 1.500 veículos novos diariamente. Hoje, existe um veículo para cada dois habitantes em São Paulo, se enfileirados os 6.067.707 veículos daria para dar uma volta na Terra, percurso que tem cerca de 40 mil quilômetros de circunferência.
Enquanto as indústrias automobilísticas comemoram o sucesso de vendas de veículos, a cidade sofre com carros demais e ruas de menos. Segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a infra-estrutura urbana, quantidades de ruas e avenidas aumentou apenas 6%, contra 25% no crescimento da frota de veículos na última década. A capital tem hoje, 17,2 mil quilômetros de vias e congestionamentos gigantes, o maior deles foi registrado na noite de 03 de abril deste ano, com 229 km.
Ainda segundo dados da CET, o pico de lentidão do trânsito saltou de 86 km em 2006, para 90 km em 2007 e de 114 km no período da manhã para 128 km à tarde.
A velocidade média dos carros em horário de pico caiu para 27 km/h em 2007, enquanto em 2006 era de 29 km/h. Já com os ônibus a lentidão é ainda maior, caiu para 12 km/h quando o ideal seria de 20 km/h.
Entre as vias campeãs de congestionamentos no período de janeiro a março deste ano, a Marginal Tietê ocupa o primeiro lugar com 21,40%; seguida da Marginal Pinheiros com 11,90%, a Radial Leste ocupa o 3º lugar no ranking com 9,30%; o quarto lugar é ocupado pela 23 de Maio/ Rubem Berta e M. Guimarães com 6,50%, em quinto está a Avenida dos Bandeirantes com 4%.
Enquanto a indústria automobilística comemora com os lucros, os cofres públicos sofre com os prejuízos causados pelos congestionamentos que gera um custo de R$ 4,1 bilhões por ano.
Os cálculos que convertem em dinheiro o tempo gasto pela população em seus deslocamentos (perda de R$ 3,6 bilhões), prejuízo causado pela poluição atmosférica - os veículos jogam gás carbônico na atmosfera, tornando a qualidade do ar inadequada, causa doenças como rinites, alergias, gripes, problemas pulmonares, taquicardia, entre outras e leva a população, principalmente crianças e idosos a superlotarem os prontos socorros (R$ 112 milhões) e o elevado número de acidentes de trânsito (312 milhões).
No período de 30 de abril a 04 de maio de 2008 foram registrados 1.164 acidentes, com 552 vítimas feridas e 45 vítimas fatais. Neste período foram registradas nas rodovias paulistas 9.666 autuações por infrações de trânsito.
Enquanto os motoristas se estressam, fazem ultrapassagens proibidas, reclamam, falam palavrões, gesticulam, buzinam, perdem a paciência, brigam no trânsito e até matam uns aos outros, os vendedores de rua não perdem tempo, se o sinal fica vermelho, os carros param nos mais de 5.700 cruzamentos da cidade, eles logo aproveitam para vender alguma coisa, vale tudo: balas, chicletes, chocolates, brinquedos, flores, binóculos, salgadinhos, refrigerantes, água, suco engarrafado, alho, óculos de sol, etc... é do caos do trânsito que os vendedores de rua tiram o sustento da família, eles gostam quando o trânsito pára e dobram seu faturamento.
Além dos vendedores estão a espera nos cruzamentos crianças pedindo dinheiro, fazendo malabarismos ou jogando água com sabão nos pára-brisas dos carros, sujando ao invés de limpar e deixando os motoristas ainda mais irritados. Alguns dos vendedores ganham comissão, são agenciados por pessoas que coordenam o ponto e fornecem a mercadoria, pagando apenas porcentagem.
Para dirigir nesta cidade, respeitar os semáforos (não ultrapassar o farol vermelho), ter paciência, não brigar, dirigir para si e para os outros, não beber antes de dirigir e não abusar na velocidade são precauções necessárias e benéficas para a saúde, para a vida e a segurança.

Brasil: Um país auto-sustentável, será atingido pela crise mundial de alimentos?

Por: Riselda Morais

A crise mundial de alimentos e a inflação em nosso país, principalmente o aumento abusivo de preços nos produtos alimentícios, nos leva a refletir sobre a situação do povo brasileiro a partir de agora. - Seremos atingidos pela falta de alimentos? - Um país que tem uma campanha com o nome "Fome Zero" consegue levar o pão de cada dia à mesa de todos os brasileiros ou há brasileiros passando fome?
Especialistas acreditam que a crise alimentar não atingirá o Brasil e nem a maioria dos países latino-americanos, porque a América Latina produz 40% a mais de alimentos do que seria necessário para alimentar toda a sua população. É uma região autosustentável na produção de alimentos e é superavitária. Deixo a pergunta: - Se a crise alimentar não vai nos atingir, então porque houve essa elevação abusiva de preços nos produtos de gênero alimentício.
Se falta alimento na mesa do brasileiro hoje, não deve-se este fato a falta de produção farta de alimentos ou a sua qualidade, deve-se sim, a disponibilidade desses produtos chegarem aos consumidores de baixa renda, devido a má distribuição de renda, a inflação, os baixos salários, a falta de dinheiro da população mais pobre.
Há em nosso país, um contraste entre a pobreza da população e a riqueza por ele gerada e existe na América Latina o risco de que 15 milhões de pessoas voltem ao nível de pobreza extrema em função da alta de preços dos alimentos. Nosso país é um grande produtor agrícola, a agricultura familiar tem apoio, isso garante uma produção interna de alimentos, principalmente o feijão, o leite, a soja e tantos outros que são consumidos no mercado interno e exportados para outros países. No entanto, os bóias-frias não têm estabilidade de renda e este é um segmento que emprega cerca de 500 mil pessoas que trabalham em situações precárias para que os alimentos cheguem à nossas mesas. Pode ser que a crise de abastecimento não afete o Brasil, mas a elevação dos preços está afetando o bolso e a mesa dos brasileiros. Enquanto é grande a produção de frutas, verduras, legumes e grãos em nosso país, cada vez mais chefes de família e donas de casa vão às compras e se assustam com o preço dos alimentos.
Sendo nossa situação confortável, com programas de segurança alimentar, a situação de outros países preocupa a ONU (Organização das Nações Unidas) que insiste em afirmar que " Apesar de suas reservas monetárias, certos países correm o risco de não encontrarem alimentos para comprar" e pede mobilização imediata para garantir ajuda alimentar para 88 milhões de pessoas afetadas pela atual crise alimentar. A nível mundial, a produção de alimentos precisa ser aumentada em 50% até 2030, para fazer frente ao aumento da demanda e solucionar a crise.

Dia Mundial do Meio Ambiente



O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. Por meio do decreto 86.028, de 27 de maio de 1981, o governo brasileiro também decretou no território nacional a Semana Nacional do Meio Ambiente.
Nos últimos 50 anos, o mundo perdeu 20% de suas terras férteis e 20% de suas florestas tropicais, com milhares de espécies ainda nem conhecidas. O nível do gás carbônico aumentou 13%, foi destruída 3% da camada de ozônio, toneladas de materiais radioativas foram despejadas nos solos, os desertos aumentaram, rios e lagos morreram por causa da chuva ácida ou de esgotos domésticos e industriais, mananciais foram poluídos, a Amazônia saqueada e muito desmatada.
É importante lembrar alguns dados que refletem a difícil situação mundial em relação ao uso dos 2,5% de água doce disponíveis no planeta. Segundo a ONU, mais de um sexto da população mundial, ou o equivalente a 1,1 bilhão de pessoas, não têm acesso ao fornecimento de água doce.


Com a comemoração do Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, não posso deixar de lembrar dados que refletem na difícil situação mundial em relação ao uso dos 2,5% de água doce disponíveis no planeta. Segundo relatório da Unesco, órgão da ONU para a educação e responsável pelo Programa Mundial de Avaliação Hídrica, mais de um sexto da população mundial, ou o equivalente a 1,1 bilhão de pessoas, não têm acesso ao fornecimento de água doce.
Dos exíguos 2,5% de água doce existentes no mundo, apenas 0,4% estão disponíveis em rios, lagos e aqüiferos, gelo, neve e vapor. A situação tende a piorar, com o desmatamento, a poluição ambiental e as alterações climáticas dela decorrente: estima-se que será reduzido em um terço o total de água doce disponível no mundo. Enquanto isso, ações que poderiam reduzir o desperdício desse líquido cada vez mais raro e precioso, demoram a ser tomados pelas diferentes esferas governamentais.
Sabe-se que a maior consumidora de água doce é a agricultura, responsável por 69% do uso, e que grandes metrópoles têm edificações com sistemas hidrosanitários (bacias e válvulas sanitárias, torneiras, chuveiros, entre outros) gastadores.
Medidas de incentivo à troca de equipamentos gastadores por outros, economizadores - como bacias e válvulas que consomem 6 litros por acionamento, em vez dos 12 ou até mais de 20 litros por acionamento consumidos pelos equipamentos defasados, a instalação de arejadores e restritores de vazão de torneiras e chuveiros, são instrumentos bem sucedidos de diminuição de consumo. Os equipamentos economizadores estão disponíveis - e obrigatórios, por norma da ABNT - em nosso país desde 2003. Programas racionalizadores já foram adotados em Nova York e Austin, nos EUA, e Cidade do México. Entre 1994 e 1996, Nova York instalou mais de um milhão de bacias sanitárias economizadoras, com incentivo aos moradores e empresários para as trocas e passou a poupar 216 milhões de litros de água por dia.
No Brasil, temos campanhas esporádicas para diminuir o consumo de água, rapidamente abandonadas assim que acaba a eventual seca e os reservatórios estão cheios. Isto foi o que aconteceu aqui em São Paulo, em 2004, quando os cidadãos foram premiados com desconto de 20% em suas contas de água se atingissem as metas de redução. Há a necessidade de implementar-se programas duradouros e permanentes de incentivo à redução de água.
A concessionária Sabesp que atende a maior parte dos municípios paulistas desenvolve atualmente um projeto que custará cerca de R$ 100 milhões para trocar dutos antigos, cuja deterioração provoca vazamentos e perdas de água estimados em 34% do total produzido. Embora louvável a preocupação da concessionária em diminuir suas perdas e aumentar o lucro de seus acionistas, deveria se traduzir também em ações que beneficiassem o consumidor final e o contribuinte diretamente, como os programas de uso racional da água e o incentivo à troca de equipamentos obsoletos por outros, economizadores.
O governo federal, por sua vez, poderia desenvolver programas de incentivo aos agricultores que adotassem o método de gotejamentos na irrigação, poupando outros essenciais milhões de metros cúbicos de água. Assim, projetos como o da transposição do rio São Francisco, com investimento estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões, poderiam ser melhor aproveitados.
A implementação de projetos de racionalização, resultaria em benefícios econômicos, sociais e ambientais para a sociedade como um todo.
É dever de todos, preservar e defender o meio ambiente, prover a sobrevivência de qualquer vida, mesmo a mais insignificante. Preservar não é moda e não deve ser ação passageira, preservar é fundamental para as forças vivas da sociedade. Preservar as florestas, os animais, a água; não poluir, conservar o solo, proteger a flora e a fauna terrestre e aquática. Não poluir os mares, rios, mananciais. Não saquear as florestas, não queimar os campos e não caçar os animais, entre outras, são formas de proteger a natureza.
A conscientização deve começar em casa, fazer parte da escola e ser fortalecida através dos meios de comunicação, porque desenvolver educação ambiental é formar para o exercício da cidadania responsável, preservar a água, o ar, a fauna e a flora, proteger a natureza como nossa fonte de vida.