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terça-feira, 14 de maio de 2013

Empreendedorismo Feminino: Oportunidades e desafios

Por: Riselda Morais


Atingir um equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal exige estratégias e tomadas de decisões através de alternativas que combinem a valorização ao executar as demandas do negócio e da família, para atingir este objetivo a mulher conta com uma visão ampla e a incrível capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, assumindo várias responsabilidades e, devido a sua sensibilidade, relacionando-se com facilidade com o mercado, a empresa, o cliente e a família de forma competente e eficaz, estas características levaram as mulheres a tornarem-se responsáveis pelo sustento de 35% dos lares brasileiros.
     Competitivas, detalhistas e persistentes as brasileiras estão entre as mulheres mais empreendedoras do mundo, segundo dados do Estudo da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2010 as mulheres já representavam 49,3% dos empreendedores brasileiros, representando 10,4 milhões de mulheres comandando seu próprio negócio. Os dados mostram que a vocação empreendedora do brasileiro já soma 21,1 milhões de empreendedores e anualmente, mais de 600 mil novos negócios são abertos no Brasil.
Segundo dados do Sebrae, de cada 100 empreendedores individuais, 45 são mulheres e cerca de  61 mil mulheres estão a frente de negócios que faturam 32% a mais do que as lojas gerenciadas por homens. Dados do levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) em 33% dos casos, as mulheres preferem atividades ligadas ao comércio varejista, 20% investem em alimentação, e 12% na indústria de transformação.
A mulher empreendedora quebrou o estereótipo da mulher frágil, dedicada ao lar, aos filhos e ao marido, ela continua cuidando de todos, mas mudando a estrutura familiar, lembrando de si mesma, impondo novos valores sobre sua inserção na sociedade, investindo em sua formação educacional, participando ativamente da vida econômica do país visando a independência financeira, o enriquecimento, o sustento próprio e familiar. 
Está se preparando mais para o mercado no qual vai atuar,  investindo em educação para o negócio, procurando ter uma boa visão e compreender este mercado,  fazendo um  planejamento e entrando nos segmentos de mais rápido crescimento e, isto está atraindo a atenção de investidores, governantes e empresas que desejam fazer bons negócios e ter bom retorno financeiro através de uma  boa líder, da mulher empreendedora bem sucedida.
Educar-se para o negócio no qual atua, faz com que a mulher possa negociar no mesmo nível ou melhor que o homem  já acostumado aos negócios, uma vez que no meio, dá-se muita importância a etiqueta empresarial, a cerimônia no trato entre pessoas e empresas, o comportamento, as convenções sociais e a ética profissional que quando aplicadas reduzem os atritos, conflitos, preconceitos, mal entendidos, dúvidas ou suspeitas, permitindo que se transmita a confiança, conhecimento, cooperação e se formem as parcerias necessárias para se realizar um bom negócio e manter estáveis as relações com fornecedores, clientes e colaboradores.  
Segundo dados da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), as mulheres estão abrindo mais negócios por vontade de empreender do que por necessidade e o comando feminino está dando mais qualidade aos negócios, também estão participando mais de cursos, oficinas e consultorias sobre como investir e administrar bem seu empreendimento.
Vale lembrar que a maior barreira para a mulher de negócios ainda é o preconceito,  que uma empreendedora bem sucedida ouviu muitos “não“, mas não desistiu. Sentiu medo, cometeu erros e aprendeu com eles; Teve que aprender a ficar confortável dentro das situações mais desconfortáveis, mas aceitou os desafios e os venceu. É com o trabalho que o dinheiro começa a aparecer; é gostando do que se fez que se faz bem feito; é realizando um bom trabalho que se conquista o reconhecimento; é administrando bem o trabalho e o dinheiro que se faz uma empreendedora de sucesso!